Fomento para Inovação

Como transformar Discovery e protótipos em entregáveis técnicos para propostas de fomento

17 min de leitura

Organize evidências, decisões de produto e premissas tecnológicas para apresentar uma proposta de fomento clara, coerente e verificável.

Conheça o processo de Discovery
Como transformar Discovery e protótipos em entregáveis técnicos para propostas de fomento

Por que transformar o Discovery em entregáveis técnicos para propostas de fomento

Transformar Discovery e protótipos em entregáveis técnicos para propostas de fomento significa converter descobertas de produto em documentos que outra pessoa consiga avaliar, questionar e relacionar aos objetivos do projeto. Uma pesquisa de mercado, por exemplo, deixa de ser apenas uma apresentação e passa a demonstrar qual problema foi investigado, com quem, por qual método e que decisão resultou dessa análise.

Em chamadas de inovação, a proposta precisa conectar desafio, solução, método, cronograma e recursos tecnológicos. Quando esses elementos aparecem apenas como uma ideia ampla, o avaliador pode ter dificuldade para entender o que será desenvolvido, quais hipóteses ainda precisam de validação e quais atividades pertencem à etapa de pesquisa, prototipação ou construção do produto.

O protótipo navegável tem uma função especialmente útil: tornar visível uma solução que ainda não foi programada. Ele ajuda a mostrar fluxos, perfis de usuário e funcionalidades prioritárias, mas não deve ser apresentado como se já representasse um sistema pronto. A arquitetura, as integrações, os critérios de aceite e a operação precisam ser descritos em documentos complementares.

A equipe da Consultoria Orbe Soft trabalha desde 2017 com estratégia de produto, UX/UI, arquitetura e desenvolvimento de software. No contexto de projetos apoiados por programas de inovação, essa combinação ajuda a organizar o material produzido no Discovery para que ele sirva tanto à tomada de decisão quanto à composição dos anexos técnicos.

Quais documentos técnicos normalmente entram em uma proposta de fomento

Os documentos exigidos variam conforme o edital, a instituição e a modalidade de apoio. Por isso, o primeiro passo é ler a chamada e separar três grupos de informação: documentos administrativos, plano de trabalho e evidências técnicas. O checklist para preparar projetos digitais para programas de fomento pode ajudar sua equipe a organizar essa leitura antes de adaptar os anexos.

No plano técnico, é comum fazer sentido incluir uma descrição do problema, objetivos mensuráveis, escopo do produto, arquitetura conceitual, etapas de desenvolvimento, indicadores e premissas. Dependendo do edital, também podem ser solicitados cronograma físico, plano de testes, equipe envolvida, infraestrutura necessária, gestão de dados e descrição do caráter inovador.

Um pacote técnico bem estruturado pode conter os seguintes arquivos: relatório de Discovery, síntese de pesquisa, definição de personas, mapa de jornadas, fluxos principais, protótipo navegável, relatório de testes, mapa de riscos, backlog priorizado e roadmap técnico parcial. Nem todos precisam ser anexados integralmente. Em alguns casos, um resumo no corpo da proposta e arquivos complementares em PDF tornam a leitura mais objetiva.

A documentação deve responder a uma pergunta prática: o que será feito, por que essa atividade é necessária e qual evidência indicará que a etapa foi concluída? Essa lógica evita que o texto se limite a listar tecnologias ou funcionalidades sem explicar a contribuição de cada uma para o objetivo de inovação.

Antes de finalizar, confira no portal de chamadas públicas da FINEP as instruções específicas da chamada aplicável ao seu projeto. Para iniciativas em Santa Catarina, também é recomendável consultar os editais oficiais da FAPESC, sempre observando a versão vigente e seus anexos.

Passo a passo para converter Discovery e protótipo em anexo técnico

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    Comece pelo objetivo do edital

    Leia os critérios de avaliação e identifique quais problemas técnicos, econômicos ou sociais a chamada pretende apoiar. Depois, relacione cada entregável do Discovery a um objetivo do projeto, evitando anexar materiais apenas porque já estão prontos.

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    Registre a hipótese investigada

    Para cada pesquisa ou oficina, descreva a hipótese, o público consultado, o método utilizado e a decisão tomada. Por exemplo, uma entrevista pode indicar que a prioridade não é uma nova função, mas a redução de etapas em um processo manual.

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    Organize o problema e o público

    Use personas, segmentos e jornadas para explicar quem enfrenta o problema e em qual contexto. Uma persona útil para a proposta não é um personagem decorativo: ela conecta necessidade, comportamento, restrição operacional e critério de sucesso.

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    Apresente o protótipo como evidência visual

    Inclua um link de visualização do Figma, se permitido, e um PDF com telas-chave, legendas e fluxos. O material deve explicar quais decisões o protótipo permite avaliar e quais partes ainda serão detalhadas durante a execução.

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    Traduza telas em requisitos

    Para cada fluxo prioritário, descreva atores, entradas, processamento esperado, saída e dependências. Essa tradução ajuda a equipe avaliadora a entender que uma tela de cadastro, por exemplo, pode exigir autenticação, validação de dados, armazenamento e integração.

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    Relacione arquitetura e incertezas

    Apresente componentes em nível adequado ao estágio do projeto, como aplicação, serviços, banco de dados, integrações e camadas de segurança. Registre decisões ainda abertas, critérios para escolhê-las e atividades previstas para reduzir a incerteza.

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    Feche com cronograma e indicadores

    Associe cada etapa a uma entrega verificável, como protótipo testado, especificação validada ou versão funcional disponibilizada para avaliação. Indicadores devem medir aprendizado, uso ou desempenho técnico, e não apenas quantidade de reuniões realizadas.

Como montar um sumário técnico claro para o projeto

Um sumário técnico funciona como o mapa de leitura da proposta. Ele deve permitir que alguém compreenda o projeto sem abrir todos os arquivos anexos e, ao mesmo tempo, encontrar rapidamente a evidência que sustenta cada afirmação.

Uma estrutura prática pode seguir este modelo:

  1. Contexto e problema investigado.
  2. Público prioritário e cenário de uso.
  3. Hipóteses de produto e evidências coletadas.
  4. Solução proposta e escopo inicial.
  5. Fluxos representados no protótipo.
  6. Arquitetura conceitual e integrações previstas.
  7. Metodologia de execução e validação.
  8. Roadmap técnico e marcos de entrega.
  9. Indicadores, premissas e critérios de aceite.
  10. Mapa de riscos e próximos passos.

A descrição do escopo deve separar o que já foi descoberto, o que foi prototipado e o que será desenvolvido. Essa distinção evita que a proposta pareça prometer uma solução detalhada em áreas que ainda dependem de pesquisa, testes ou decisões de arquitetura.

Considere um exemplo: uma PME quer criar uma plataforma para conectar produtores rurais a compradores. O Discovery pode ter identificado os perfis, mapeado a jornada de oferta e criado um protótipo com 18 telas. O anexo técnico ainda deve explicar como serão tratadas autenticação, cadastro de produtos, notificações, busca, moderação e integração com serviços externos.

Para organizar o escopo antes de escrever, consulte o guia para definir o escopo mínimo do MVP. A proposta ganha consistência quando o MVP é apresentado como um conjunto de experimentos e entregas capazes de testar hipóteses prioritárias, não como uma versão reduzida sem critérios.

Como exportar e anexar um protótipo do Figma na proposta

O arquivo do Figma é excelente para exploração e navegação, mas o edital pode exigir formatos específicos, limite de tamanho ou anexos sem acesso externo. Prepare mais de uma forma de apresentação: um link de visualização controlado, um PDF com as telas principais e, quando fizer sentido, um vídeo curto da navegação.

No PDF, não exporte dezenas de telas sem contexto. Inclua uma capa, objetivo do protótipo, perfil de usuário, fluxo avaliado, sequência numerada de telas e uma legenda para decisões relevantes. Se o protótipo possui até 30 telas, como no escopo de Discovery da Orbe Soft, selecione as telas essenciais para o anexo principal e mantenha o arquivo navegável como material complementar, caso o edital permita.

O nome dos arquivos também comunica organização. Use um padrão como “Anexo_Tecnico_Prototipo_MVP_v01.pdf” e registre versão, data e responsável. Antes do envio, abra o PDF em outro dispositivo, teste o link em uma janela sem login e confirme se fontes, imagens e botões estão legíveis.

O protótipo deve ser acompanhado de uma nota de escopo. Ela pode informar que o material representa a experiência e os fluxos priorizados, enquanto requisitos de desempenho, integrações, regras de negócio e componentes de infraestrutura serão detalhados nas fases seguintes. Essa transparência melhora a interpretação do documento.

Para aprofundar a validação do material, veja como usar um protótipo navegável no Figma para validar hipóteses. Também vale consultar o roteiro de testes de usabilidade para protótipos no Figma, principalmente quando o anexo precisa demonstrar como os fluxos foram avaliados.

Evidências de validação que fortalecem o anexo técnico

  • ✓Relatório de entrevistas: informe objetivo, perfil dos participantes, roteiro resumido, principais padrões encontrados e limitações da amostra. Preserve dados pessoais e apresente apenas informações necessárias para sustentar a decisão de produto.
  • ✓Pesquisa de mercado e concorrência: mostre fontes consultadas, critérios de análise e lacunas observadas. A finalidade não é afirmar que não existem soluções, mas explicar onde está a oportunidade ou qual problema permanece pouco atendido.
  • ✓Mapa de jornada: conecte etapas, dores, necessidades e pontos de contato. Use a jornada para justificar por que determinados fluxos foram priorizados no protótipo.
  • ✓Teste de usabilidade: registre tarefas, taxa de conclusão definida pela equipe, dúvidas observadas, comentários recorrentes e alterações realizadas depois do teste. Um resultado qualitativo bem documentado pode ser mais útil que uma métrica isolada sem contexto.
  • ✓Backlog priorizado: descreva o critério usado, como impacto, esforço, dependência ou incerteza. Relacione as funcionalidades do MVP aos objetivos da proposta, em vez de apresentar uma lista extensa de desejos.
  • ✓Mapa de riscos: indique hipótese, consequência caso esteja incorreta, sinais de alerta, ação de validação e responsável. O documento demonstra maturidade porque explicita o que ainda precisa ser aprendido.
  • ✓Registro de decisões: mantenha uma tabela com decisão, alternativas consideradas, evidência disponível e momento de revisão. Isso ajuda a explicar por que uma tecnologia ou fluxo foi tratado como premissa e não como definição definitiva.

Como descrever arquitetura e estimativas sem apresentar um orçamento definitivo

Uma proposta de fomento precisa de planejamento, mas nem sempre o Discovery permite fechar todos os detalhes técnicos. A solução é trabalhar com níveis de precisão: arquitetura conceitual para mostrar os blocos do produto, requisitos de alto nível para orientar a execução e faixas de esforço ou marcos para representar o planejamento sem criar uma falsa precisão.

Na arquitetura conceitual, apresente os principais componentes e suas relações. Um sistema web pode envolver interface, camada de serviços, banco de dados, autenticação, painel administrativo, integrações e monitoramento. Explique a responsabilidade de cada bloco e registre dependências externas, volume esperado, requisitos de disponibilidade e necessidades de proteção de dados quando já forem conhecidas.

As estimativas devem estar vinculadas a premissas. Em vez de afirmar que determinada funcionalidade consumirá um número fechado de horas, informe o que foi considerado: quantidade de perfis, complexidade das regras, integrações, necessidade de homologação, ambiente de implantação e rodada de testes. Se uma premissa mudar, o esforço também poderá mudar.

Uma forma útil de apresentar o planejamento é dividir o trabalho em pacotes: detalhamento técnico, construção dos fluxos prioritários, integrações, testes, implantação assistida e avaliação. Cada pacote pode ter uma entrega, uma dependência e um critério de conclusão. O orçamento tecnológico deve ser elaborado a partir desse escopo analisado, sem tratar o protótipo como especificação completa.

A escolha tecnológica também merece justificativa. Tecnologia não deve entrar na proposta apenas por tendência; deve responder a requisitos do negócio, capacidade da equipe, integrações, manutenção, escalabilidade esperada e restrições do projeto. Quando a decisão ainda não está madura, descreva o processo de escolha e o experimento que será realizado para orientar a definição.

Checklist final de arquivos exportáveis e erros a evitar

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    Relatório de Discovery em PDF

    Inclua contexto, objetivos, métodos, achados, decisões e limitações. Evite transformar o documento em uma coleção de imagens sem explicar como cada descoberta alterou o escopo.

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    Personas e jornadas

    Exporte versões legíveis e identifique a fonte das informações. Não use personas genéricas como evidência de mercado; mostre quais entrevistas, dados ou observações apoiaram sua construção.

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    Fluxos em Miro ou ferramenta equivalente

    Gere PDF ou imagem em alta resolução, com legenda e direção de leitura. Remova comentários internos, dados sensíveis e elementos que possam confundir quem não participou da oficina.

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    Protótipo navegável no Figma

    Forneça link com permissão adequada e PDF das telas-chave. Teste o acesso, a leitura e a integridade dos arquivos antes de anexar, pois um link bloqueado pode impedir a avaliação da evidência.

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    Relatório de testes

    Registre tarefas, participantes por perfil, observações, conclusões e mudanças feitas. Não apresente uma conclusão ampla quando o teste avaliou apenas um fluxo ou um grupo restrito.

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    Roadmap e mapa de riscos

    Associe marcos a entregas verificáveis e hipóteses a ações de validação. Evite datas rígidas sem considerar dependências, aprovações, integrações e disponibilidade da equipe.

Como a Orbe Soft organiza esse trabalho para empresas e projetos de inovação

Na Orbe Soft, o processo começa pela compreensão do negócio, do público e do objetivo do projeto. A equipe multidisciplinar combina diagnóstico, pesquisa de mercado, análise de concorrência, definição de personas, jornadas e priorização para reduzir decisões baseadas apenas em opinião.

Em seguida, os fluxos prioritários são traduzidos em um protótipo navegável no Figma, com até 30 telas dentro do escopo informado. O protótipo permite discutir a experiência, testar hipóteses e identificar lacunas antes da programação, sem representar por si só todas as decisões necessárias para uma versão funcional.

A etapa de apresentação estratégica transforma o material em recomendações para desenvolvimento. São organizados escopo, funcionalidades prioritárias, dependências, arquitetura em nível adequado, roadmap técnico parcial e pontos que ainda precisam de investigação. Esse conjunto pode ser adaptado ao formato solicitado pelo programa de fomento.

A experiência acumulada em software sob medida, aplicativos, sistemas web, integrações, UX/UI e arquitetura permite conectar a visão do produto à execução tecnológica. A Orbe Soft atua com empresas, startups e iniciativas de inovação em áreas como saúde, energia, agronegócio, educação, serviços financeiros, associações e setor público, respeitando a confidencialidade de cada projeto.

Se sua equipe ainda está definindo problema, público ou escopo, comece pelo guia de consultoria de produto digital para validar o MVP antes do desenvolvimento. O objetivo da consultoria não é produzir documentos isolados, mas criar uma base de decisão que possa orientar a proposta, o desenvolvimento posterior e a comunicação entre decisores e equipe técnica.

O que fazer antes de enviar a proposta de fomento

Reúna o edital, seus anexos, o plano de trabalho preliminar e tudo que já foi produzido sobre o produto. Depois, faça uma matriz simples com quatro colunas: exigência da chamada, evidência disponível, lacuna identificada e responsável pela complementação.

Peça a uma pessoa que não participou do Discovery para ler o sumário técnico. Se ela não conseguir explicar o problema, o usuário, a solução, o escopo e a próxima etapa, a documentação ainda depende de conhecimento informal da equipe.

Também verifique a coerência entre narrativa e anexos. O texto não deve mencionar dez funcionalidades enquanto o protótipo mostra quatro fluxos, nem afirmar validação ampla quando foram realizados apenas testes exploratórios. A precisão aumenta a credibilidade do planejamento e facilita revisões futuras.

Por fim, diferencie claramente o que é evidência, hipótese e plano. Essa separação ajuda a apresentar um projeto de inovação com honestidade metodológica: algumas questões já foram investigadas, outras serão testadas e determinadas decisões tecnológicas serão tomadas após os aprendizados da execução.

Perguntas Frequentes

Quais documentos técnicos são exigidos em propostas de fomento para projetos digitais?▼

A exigência depende do edital, mas normalmente a proposta apresenta problema, objetivos, metodologia, cronograma, equipe, escopo, indicadores e planejamento tecnológico. Anexos úteis podem incluir pesquisa, personas, jornadas, protótipo, relatório de testes, arquitetura conceitual, backlog e mapa de riscos. Consulte sempre a chamada e seus anexos para confirmar formato, limite de páginas e arquivos aceitos. O material do Discovery deve ser adaptado ao critério de avaliação, não anexado de forma automática.

Como anexar um protótipo do Figma em uma proposta técnica?▼

Prepare um link de visualização, se o edital permitir acesso externo, e um PDF com as telas e fluxos essenciais. O PDF deve conter contexto, perfil de usuário, objetivo do protótipo, sequência de navegação e legenda das decisões relevantes. Faça um teste de acesso sem login e abra o arquivo em outro dispositivo antes do envio. Informe também quais aspectos ainda dependem de detalhamento técnico ou validação funcional.

Que evidências de validação de mercado e usuário devo incluir no projeto?▼

Inclua entrevistas, questionários, análise de mercado, pesquisa de concorrência, testes de usabilidade e registros de decisões quando esses materiais existirem. Para cada evidência, informe objetivo, método, perfil consultado, principais achados e decisão tomada. Evite divulgar dados pessoais ou informações estratégicas desnecessárias. Uma amostra pequena pode ser apresentada como exploração inicial, desde que suas limitações sejam descritas.

Como descrever a arquitetura sem ter todos os detalhes definidos?▼

Use uma arquitetura conceitual, mostrando os principais componentes, responsabilidades, integrações e dependências conhecidas. Registre premissas, restrições e decisões que serão investigadas durante a execução. Essa abordagem é mais adequada que inventar uma especificação completa antes de validar requisitos, desempenho e operação. O nível de detalhe deve ser suficiente para explicar o caminho técnico sem sugerir que todas as escolhas são definitivas.

Como apresentar estimativas tecnológicas sem fechar um orçamento definitivo?▼

Divida o trabalho em pacotes ou etapas, como detalhamento, construção, integração, testes e implantação, associando cada parte a entregas verificáveis. Explique as premissas que influenciam o esforço, incluindo número de perfis, regras de negócio, integrações e necessidade de homologação. Quando houver incerteza, apresente uma faixa ou condição de revisão, conforme as regras do edital. Um orçamento definitivo depende de escopo técnico analisado e não deve ser inferido apenas pela quantidade de telas.

Um protótipo navegável substitui um MVP funcional em uma proposta de fomento?▼

Não. O protótipo representa fluxos e experiência, sendo adequado para testar compreensão, navegação e hipóteses de solução antes da programação. Um MVP funcional é necessário quando o projeto precisa avaliar uso real, operação, desempenho ou integração com serviços. A proposta deve explicar qual aprendizado o protótipo oferece e quais atividades ainda serão realizadas para construir e avaliar a versão funcional.

Como criar um mapa de riscos para um projeto digital submetido a fomento?▼

Liste as hipóteses que podem afetar o produto, a execução ou a adoção da solução. Para cada uma, registre impacto, sinais de alerta, evidência disponível, ação de validação, responsável e momento de revisão. Um risco relacionado ao público, por exemplo, pode ser investigado com entrevistas, enquanto uma integração pode exigir prova de conceito. O mapa de riscos do MVP oferece uma referência prática para organizar essa priorização.

Quando contratar ajuda para transformar o Discovery em documentação técnica?▼

Procure apoio quando a equipe possui pesquisas e protótipos, mas não consegue conectá-los ao cronograma, à arquitetura e aos indicadores da proposta. Também é um sinal quando diferentes pessoas descrevem o MVP de maneiras incompatíveis ou quando o documento depende de explicações verbais. Uma consultoria de produto pode organizar as evidências, questionar premissas e preparar recomendações para desenvolvimento. A decisão final sobre a submissão e a adequação ao edital continua sendo da empresa responsável pelo projeto.

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